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De: Ingrid Em: junho 29, 2018 Categoria: Entrevistas Comentários: 0

Maurício Sita é mestre em psicanálise clínica, filósofo e escritor. Ele também é criador do método de meditação NeoMindfulness. Sita é autor de livros best-sellers que já venderam 90 mil exemplares e isso já lhe rendeu duas entrevistas no programa do Jô Soares. O entrevistado de hoje é presidente da Editora Literare Books e membro titular da Academia Paulista de Educação.

Durante sua entrevista para o canal Turnaround do empresário, escritor e palestrante Edgar Ueda ele fala de todas as competências que devemos adquirir para viver uma vida que equilibre o sucesso e a felicidade.

Edgar Ueda: Como que foi a sua grande virada?

Maurício Sita: Todo mundo tem grandes viradas. Às vezes as pessoas nem percebem. Ao longo da vida nós vamos passando por mudanças brutais. As crianças passam pra adolescência, vão para a puberdade e vai tendo uma mudança de comportamento em cima disso. Alguns conseguem transitar melhor nessas fases. Outros não. Carregam um problema pro resto da vida. Quando vai para o casamento é uma mudança brutal. Muita gente se adapta e tem anos de casados e outros não se adaptam e o casamento se acaba em pouco tempo. Acho que esse turnaround vai acontecendo. Vejo isso em situações positivas e naquilo que é sair do zero. Quando você já caiu, não dá para cair mais e a única coisa que pode acontecer é você começar à subir. Esse é um outro turnaround que preocupa todas as pessoas. O que todo mundo quer saber é o seguinte: “tá, eu estou no fundo do poço e como eu saio daqui agora?”. Tem uma piada que é do burro que caiu cova e quando começaram a jogar terra em cima dele e antes que ele fosse enterrado, começou a se chacoalhar até conseguir sair da cova. Então enquanto a terra não está em cima de você, fica tranquilo que dá para virar. A única certeza que nós temos na vida é de que os problemas virão. Encara isso, se prepara, pois os problemas virão. Eu mudei de Santos para assumir uma gerência comercial em São Paulo, era uma grande empresa. Saí dessa grande empresa e fui para uma grande multinacional que foi uma mudança brutal pra mim. O ramo era totalmente diferente. Passei por mudanças positivas que agregaram muito. Inclusive eu sempre me questionei o seguinte: será que os problemas que eu tive foram por culpa minha ou por culpa dos outros? Sempre é uma tendência da gente achar que a culpa é dos outros. Se você está se vitimizando e achando que o problema é sempre dos outros e nunca é com você, possivelmente você terá que dar muitos turnarounds ao longo da sua vida. Ou você aprende ou vai ter problemas. Entra muito da resiliência. Alguns livros no Brasil falam que a primeira pessoa que começou a falar de resiliência no país foi o Maurício. Eu achava que era uma palavra da moda em 1995 a 2000, quando eu dava palestras sobre resiliência. O mais importante é você ser absolutamente resiliente. Tenho certeza de que a meditação contribui muito para o desenvolvimento da resiliência. No turnaround o mais importante é você levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, como já diz a música. Esteja preparado para recomeçar e acredite em você. Saiba analisar o quanto você tem de vítima e quanto você tem de culpa efetiva por tudo que está te acontecendo. À partir disso dá pra para fazer o turnaround.

Edgar Ueda: Já que você falou de resiliência, que é uma competência comportamental, no seu entendimento, quais seriam as principais competências para virar o jogo?

Maurício Sita: Vejo todas elas muito ligadas ao estado de espírito das pessoas. O bom humor é uma competência extraordinária. Primeiro que ninguém aguenta viver ao lado de alguém mal humorado, em termos de empresa, um ambiente mais leve é muito melhor de ser aceito e de ser vivido. Tudo que se nivela com bom humor é importante. Liderança é uma tremenda competência e ela também tem que ser feita com bom humor, feita na base do relacionamento pessoal levado de uma forma muito mais amiga e menos impositiva. Muito mais democrática que autocrática. Não é o manda quem pode, obedece quem tem juízo, é vamos fazer juntos. Outra coisa é a autoconfiança. Vejo a importância da pessoa estar preparada para enfrentar os desafios. Aí entra a auto-estima. Tento focar mais na parte comportamental a inteligência interpessoal é muito importante e ter automotivação. Você levantar todo dia com vontade e disposição, sabendo que problemas vão existir é muito importante, caso contrário o estresse e a depressão vão te levar a ficar na cama ou num cantinho chorando, esperando as coisas melhorarem e não vão melhorar. Ser proativo também é importantíssimo. Esperar que os outros mandam você fazer é terrível.

Edgar Ueda: Você é um escritor best-seller e vendeu mais de 90 mil exemplares. Isso é uma raridade. Qual é o mindset do Maurício?

Maurício Sita: No fundo está ligado ao que eu falei sobre as competências. Sou absolutamente resiliente, em função da meditação, principalmente. A meditação me deu um equilíbrio muito grande. Sou calmo e controlado, difícil ter explosões. Meu mindset está muito mais naquela análise diária que faço: “será que o que eu vou fazer hoje é o que eu gostaria de fazer?”. Em frente ao espelho me pergunto quais são as três coisas principais que eu vou querer fazer naquele dia. Bato um papo comigo mesmo e recomendo. Devemos fazer filmes na mente. Como você quer viver a sua vida? Você quer ser protagonista do filme da sua vida ou você quer ser coadjuvante? Se você quer ser protagonista, tem que fazer essa análise diária e encarar a realidade. O mindset está muito ligado à forma de assumir o que você quer fazer da vida. Se você tiver determinação você vai e faz. Não procrastine, depois nada é resolvido. Com o tempo não é reciclável, ele não volta, todo tempo que você perdeu, você perdeu. Aquilo que você não faz naquele momento, você não vai fazer depois, vai fazer outra coisa. Assuma compromissos pessoas e lute por eles. Só compre a você fazer, não adianta imaginar que os outros vão fazer as coisas acontecerem. Ou você luta e faz a acontecer, ou nada acontece. A vida não faz nada por você, é você quem faz para a vida.

Edgar Ueda: Qual é a sua sugestão de ação para que as pessoas iniciem o seu grande turnaround?

Maurício Sita: O mais importante é assumir conscientemente o que você quer. A hora que você catalisou isso na sua mente, estabeleça objetivos passo a passo para chegar lá. Ninguém salta de um lado para o outro sem muito esforço. Divida em etapas, mas estabeleça um objetivo e faça uma revisão constante para saber se você está cumprindo o que objetivou fazer. Dimensione o que você imagina como sucesso e felicidade. Outra coisa é que nem sempre o sucesso absoluto almejado é aquilo que vai te trazer felicidade. Saiba dosar isso, equilibre. Não adianta reclamar depois, o tempo não volta. Em meditação usamos muito isso: “dois dias que não existem – o ontem e o amanhã. Viva o hoje!”. Analise o que você quer da sua vida, assuma que a única responsabilidade por realizar isso é tua e vai em frente. Saiba dosar o nível que expectativa quer ter com relação à vida. Nem todo mundo tem que ser absolutamente milionário, nem se matar 24 horas por dia para ser feliz. Chegue num ponto bom de reconhecimento. Senão pode chegar num momento, você vai olhar pra trás e dizer: “poxa vida, a vida passou e eu não vivi”.

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