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De: Ingrid Em: fevereiro 21, 2018 Categoria: Entrevistas Comentários: 0

Você sabe qual é a principal ilusão que vivemos na atualidade e que impede a nossa virada para o sucesso? É isso que um ilusionista vai te ensinar nesta entrevista para o canal TurnAround do empresário, escritor e palestrante Edgar Ueda.

Issao Imamura é considerado pela mídia o maior ilusionista do país e um dos 7 melhores do mundo. Recentemente ele foi escolhido como embaixador no Brasil do filme “Truque de Mestre 2”. Imamura encanta, motiva e inspira multidões com a sua arte.

Sua carreira como ilusionista somente em 1993, quando pela primeira vez na história fez a materialização ilusionista de um caminhão de 4 metros de altura que pesava 7 toneladas. O evento foi realizado no Clube Monte Líbano em São Paulo, assistido ao vivo por convidados. Foi o primeiro registro de materialização ilusionista de grande porte no país. Imamura está a frente da primeira empresa de ilusionismo do Brasil que tem como objetivo inspirar, emocionar e motivar a transformação de visões e mentalidades humanas.

Edgar Ueda: Como você decidiu entrar nesse universo?

Issao Imamura: Foi tudo por acaso. Ao completar 10 anos de idade eu era uma criança tímida. Naquela época toda criança descendente de japoneses tinha uma dificuldade em relação a interagir com o brasileiro. Ainda havia um certo preconceito nesse momento. Era normal que a criança se retraísse e ficasse timidamente no mundo dela. Ia muito bem na escola, tirava notas boas, mas não éramos muito integrado com toda a classe. Minha mãe percebendo isso começou a procurar formas para eu vencer a timidez e ter relacionamento maior com as pessoas. Então ela pensou: será que se eu der uma caixa de mágica pra ele, ao invés de um brinquedo, onde ele ia brincar sozinho ele irá interagir mais com as pessoas? Foi o que ela fez, viu uma caixa de mágica, muito rara, inclusive. Pesquisei no mundo inteiro, é uma caixa norte-americana maravilhosa, nunca mais eu vi. Não existe mais. Ela e meu pai me deram a caixa de presente. A diferença é que a caixa de mágica não é só apertar um botão e brinca sozinho, como hoje acontece muito isso. A caixa de mágica é você tirar os objetos e ver para que serve aquele objeto. Ler o manual de instruções e entender para que serve e fazer aquele objeto funcionar. Mas quando o objeto funciona você sabe o truque e nada te surpreende. A grande mágica acontece quando você mostra isso para outra pessoa e ela se surpreende. Foi essa a grande descoberta. Foi quando eu fazia a mágica acontecer e os familiares ficavam encantados. Foi quando fiquei motivado a apresentar esses atos para as pessoas em festas de família e amigos. Esse foi o grande momento e a grande virada, quando comecei a entender o que era mágica e para que servia essa mágica.

Edgar Ueda: Você fala que teve um estímulo e provocação da sua mãe. Hoje você vive um momento no entretenimento que esse encantamento vale como uma mensagem de inspiração, provocação, mudança. Qual é esse novo momento que você está vivendo?

Issao Imamura: Entre vários de momento de virada em minha e em minha carreira, este é um momento que eu creio ser o mais impactante. Todo meu sonho veio de um sonho daquela criança de 10 anos. Como tinha gostado da mágica, queria exercitar a mágica, ser famoso, ganhar dinheiro, viver daquilo que eu gosto de fazer. Dentre as várias viradas que eu tive a primeira aconteceu quando mudei da mágica para o ilusionismo. Depois na segunda do ilusionismo eu não sabia como sustentar e descobri nas empresas uma forma de ter um sustento constante para apresentar esse número e manter a minha arte. Depois foi a descoberta da televisão que me encontrou e fui em todos os canais para apresentar o que eu fazia de ilusionismo. Dentre todas as etapas, essa é a mais forte. Aquilo que mais frutificou foi quando eu consegui provocar uma mudança na vida das pessoas. Dentro das empresas, organizações, mesmo em eventos na televisão. Aquilo que mais era visto era aquilo que mais tocava as pessoas e provocava uma mudança nelas. Então eu percebi que era isso que eu precisava como nova missão. Não é mais fazer um carro, um caminhão, um helicóptero aparecer. O que eu posso fazer para tocar no coração das pessoas e provocar uma transformação na vida dela. A verdadeira mágica que eu posso fazer não está no palco, está naquilo que a pessoa vai fazer na vida dela que antes era impossível, até que ela assistisse minha apresentação e naquele dia ela teve o estalo: eu vou mudar. Foi então que comecei a acordar para isso, comecei a entender, estudar, ter um relacionamento maior com o criador de toda a Terra, com Deus. Comecei a perceber que essa era a minha nova missão. Estudei durante 24 anos todo o ilusionismo por uma única missão que era semear no coração das pessoas uma semente de transformação.

Edgar Ueda: Desde o começo você vem trilhando esse caminho de primeiro entreter para empreender, agora inspirar e motivar. Falta isso nas empresas e nas pessoas, em não olhar só pra si e não monetizar tudo que faz? Qual é o recado que você deixa para que as pessoas tenham sua mudança talvez mais cedo, mais rápido?

Issao Imamura: Talvez aquilo que funcionou para mim não funcione para as pessoas, mas eu vou compartilhar de todo coração aquilo que funcionou para mim. Talvez se eu tivesse prestado atenção funcionaria até antes. A nossa busca não é por recursos que precisamos. A gente vive numa cidade grande que muitas vezes nos ilude. Nós somos assoberbados por nossos compromissos. Parece que é legal falar: “não posso falar com você hoje pois tenho muitos compromissos, uma reunião para resolver, um projeto pra cumprir”. Parece que é valoroso numa cidade tão cara como São Paulo ou outra grande cidade como Nova Iorque você falar que está cheio de compromisso que geram muito dinheiro e você faz parte desse mundo que está gerando muitos recursos e sustentando famílias. Parece que isso é legal, mas muitas vezes isso é uma ilusão. Você fica preso neste mundo, achando que o mundo gira em torno desta mecânica e não é. Há um mundo gigantesco cheio de coisas acontecendo em paralelo. Tem gente que diz que no fim do ano ajuda algumas instituições e isso até é para tirar o peso da consciência sobre aquilo que você não fez no ano inteiro de forma correta. É legal, melhor do que não fazer isso, mas o bom é no dia a dia. Qual é a nossa missão? Porque estamos aqui? Certamente não estamos aqui para colocar mais dinheiro na conta. Creio que estamos aqui para criar, assim como o nosso corpo funciona de uma forma fantástica, sem termos que cuidar para que o sangue corra, sem pensar para que o coração bata. Cada um de nós somos um órgão ou pertencemos a uma célula que forma um órgão. Esse mundo quando ele é saudável cada órgão, cada célula, funciona da maneira correta. Quando ele não funciona o mundo fica doente. É o que vemos hoje, um mundo doente. Na minha percepção isso acontece quando o homem busca aquilo que é a missão dele: a sabedoria. A sabedoria é aquilo que você pode aprender todo dia. Não conhecimento. A sabedoria é aquilo que permite você criar um legado, uma geração que possa construir aquilo que você fez hoje de forma positiva. Há 20 anos muitos do que estão hoje na delação premiada eram meus heróis. Queria ser empresário como eles, que conseguiam gerar negócios, fazer coisas fantásticas, era um salvador do país, um cara que gerava muitos empregos. Queria ser esse cara, mas hoje percebo a ilusão que eles vivem. Na verdade eles faziam tudo para chegar aonde eles queriam a qualquer custo, a qualquer preço. Isto é uma falta de sabedoria.

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